Como saber se o pedal foi leve, moderado ou intenso (sem depender só da sensação)
Você encosta a bike na parede, tira o capacete e alguém em casa pergunta: "E aí, como foi?" A resposta sai no automático: "Ah, foi tranquilo." Mas será que foi?
Saber classificar o esforço de uma pedalada parece bobagem, mas muda tudo no treino. Se o seu pedal leve virou moderado sem você perceber, a recuperação fica comprometida. Se o pedal forte morreu no meio do caminho, o estímulo que você buscava não aconteceu.
Por que a sensação engana
A percepção de esforço é influenciada por quase tudo, menos pelo que importa. Noite mal dormida, calor, vento de frente, falta de cafeína, aquele amigo que puxa o ritmo no pelotão. Tudo isso desregula o termômetro interno.
O clássico é o pedal em grupo. Você sai com a intenção de rodar leve, mas ninguém quer ficar no vácuo. Quando percebe, passou metade do percurso acima do planejado e nem sentiu, porque conversa boa anestesia perna.
O contrário também acontece. Num dia de perna pesada, um pedal dentro da zona certa parece sofrido. Você conclui que treinou forte, quando na prática o corpo só estava cansado.
Frequência cardíaca: a primeira âncora
Com um sensor de frequência cardíaca, o esforço ganha referência. As zonas de treino dividem a intensidade em faixas, e cada faixa provoca um tipo de adaptação no corpo.
A mais famosa é a Zona 2, a zona de resistência. Nela o esforço fica entre leve e moderado: você conversa em frases completas sem ficar sem fôlego, e o corpo usa gordura como fonte principal de energia. É onde se constrói a base do ciclismo.
Acima dela, o esforço vira moderado e depois intenso. A conversa quebra em frases curtas e, mais para cima, em palavras soltas. Esse teste da conversa é um bom atalho para quem não tem sensor nenhum: se não dá para falar, não está leve.
Potência: o número que não sente nada
Quem pedala com medidor de potência tem uma vantagem clara. O número não reage a vento, calor ou moral baixa. Duzentos watts são duzentos watts, na subida ou no plano.
As zonas de potência funcionam como as de frequência cardíaca, mas respondem na hora. O coração demora para subir num tiro curto; o potenciômetro registra no mesmo instante. Por isso a potência classifica bem o esforço em sprints e variações de ritmo.
O ponto de partida costuma ser o FTP, a potência média que você sustenta por cerca de uma hora. A partir dele se calculam as faixas, e fica claro se o pedal foi de recuperação, de resistência ou de trabalho duro.
Quando a sensação e os dados brigam
Nem sensação sozinha, nem número sozinho. O melhor uso é cruzar os dois. Uma escala simples de 0 a 10, anotada depois de cada pedal, já cria um histórico útil.
Quando o relógio diz que foi leve e você sentiu que foi duríssimo, o corpo está avisando algo: sono ruim, estresse, carga acumulada. Quando o contrário acontece, pode ser um dia bom de pernas, ou um sensor pedindo revisão.
O atalho para não fazer essa conta sozinho
O afterALL faz esse cruzamento por você. Terminou a pedalada, o feedback chega no WhatsApp dizendo se o esforço ficou leve, moderado ou intenso, de acordo com a zona que você trabalhou, seja por frequência cardíaca, seja por potência.
O serviço é compatível com o Strava, sem ser afiliado, endossado ou patrocinado pelo Strava. Conectou, pedalou, recebeu. E o beta atual é focado em ciclismo, então cada análise fala a língua de quem pedala.
Na próxima vez que perguntarem como foi o pedal, você vai ter resposta de verdade. Manda um "oi" no WhatsApp do afterALL e experimenta no próximo treino.
Chamar no WhatsAppÉ só mandar um "oi" — a gente te conecta ao Strava na hora.